Chinesa Sinohydro lidera consórcio construtor da barragem moçambicana de Mpanda Nkua

21 July 2006

Maputo, Moçambique, 21 Jul – A empresa chinesa de engenharia Sinohydro lidera o consórcio que vai construir a barragem de Mpanda Nkua, no vale do Zambeze, Moçambique, noticiou o boletim Africa Monitor.

De acordo com o boletim de informações editado em Lisboa, o consórcio, que integrará outras empresas chinesas de diferentes ramos, será também responsável pela construção da barragem Moamba-Major, que vai abastecer de água potável a capital moçambicana, Maputo, projecto avaliado em 300 milhões de dólares.

Os dois projectos envolvem um investimento conjunto na ordem dos 2,3 mil milhões de dólares, financiado pelo China Exim Bank.

O acordo de financiamento foi assinado há três meses em Maputo pelo ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, e pelo presidente do banco, Li Ruogu.

A barragem de Mpanda Nkua deverá começar a poduzir energia seis anos depois do início da construção, segundo foi adiantado na altura.

O empreendimento ficará situada a 60 quilómetros a jusante de Cahora Bassa, a maior hidroeléctrica da África Austral, que deverá passar ainda este ano para o controlo de Moçambique.

Ainda de acordo com o África Monitor, a China está a negociar, como contrapartida ao seu apoio a estes dois projectos, a entrada na exploração de carvão de Moatize.

Outra pretensão chinesa é o desenvolvimento de projectos agrícolas no Vale do Zambeze, a realizar por empresas chinesas.

Moçambique pretende com a associação à China nos projectos hidroeléctricos salvaguardar a independência das suas infra-estruturas produtoras de energia em relação à África do Sul, maior economia regional e principal consumidor da electricidade de Cahora Bassa e do gás natural moçambicano, adianta a mesma fonte. (macauhub)

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