Crédito Agrícola português usa Cabo Verde como plataforma financeira para África

26 July 2006

Cidade da Praia, Cabo Verde, 26 Jul – A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo (CCAM), instituição financeira mutualista portuguesa, quer usar a sociedade financeira “off-shore” que criou em Cabo Verde como plataforma para negócios noutros países africanos, como Angola e Moçambique.

João Costa Pinto, presidente da Caixa Agrícola, justificou ao Diário Económico em Lisboa que “Cabo Verde criou uma legislação interessante, em termos fiscais, para além de ser um país com o qual Portugal tem laços importantes”.

O “off-shore” da Caixa Agrícola, inaugurado em Fevereiro deste ano, tem um capital social de perto de 300 mil contos cabo-verdianos (3,4 milhões de dólares).

Outro dos objectivos da criação da sociedade, referiu o mesmo responsável, foi servir a numerosa clientela de emigantes cabo-verdianos em Portugal, e oferecer aplicações financeiras no arquipélago emigrantes portugueses, que também constituem uma fatia importante dos clientes da Caixa.

Com a criação de uma plataforma para Angola ou Moçambique, alargam-se as possibilidades de investimento, tendo em vista, segundo Costa Pinto “prestar aos clientes uma gama completa de serviços financeiros”.

A Caixa pretende dar prioridade a investimentos em infra-estruturas, pincipalmente no sector agrícola, no qual possui mais “know how”.

A mutualista é uma das várias “off-shore” de capitais portugueses a operar no arquipélago, juntamente com Montepio Geral Cabo Verde, BPN Cabo Verde e ainda a do Banco Espírito Santo, a inaugurar em Julho.

Em Portugal, a Caixa Agrícola tem actualmente perto de 700 balcões de atendimento público. (macauhub)

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