Angola analisa pedidos de abertura de 10 instituições financeiras

28 July 2006

Lisboa, Portugal, 28 Jul – O Banco de Angola está a analisar 10 pedidos para abertura de instituições financeiras no país, entre estes a do empresário de Macau Stanley Ho, a do sul-africano Standard Bank e a do britânico Barclays, noticiou o Diário Económico.

De acordo com o jornal português, está ainda a ser analisado o projecto do português Finibanco, que prevê a abertura de 20 balcões nos primeiros três anos após o arranque das operações, além de actividades de banca de investimento.

Este banco, com um capital de 10 milhões de dólares, será participado em 60 por cento pelo Finibanco, 30 por cento por investidores locais e integra ainda o empresário português Jorge Armindo.

Outro projecto em análise é o Banco Privado Atlântico, com um capital social de 50 milhões de dólares, que visa os segmentos de empresas e investimentos.

Este projecto envolve quadros angolanos do sector financeiro e ainda um ex-administrador do Banco Espírito Santo Angola, Carlos Silva.

Mário Palhares, ex-responsável do Banco Africano de Investimento, está ligado a um outro pedido, para criação de uma instituição financeira em que participam também quadros angolanos da finança.

O projecto de Stanley Ho, conhecido há alguns meses, prevê a criação um banco dedicado à população, empresários e companhias chinesas a operar em Angola, o Banco Angolano de Negócios e Comércio (BANC).

Em análise, escreve o Diário Económico, estão ainda os pedidos do Standard Bank, maior banco sul-africano, e do Barclays, que actualmente é já accionista do Banco Comercial Angolano, através do ABSA da África do Sul, que recentemente comprou.

A motivar o crescente interesse pelo sector financeiro angolano está sobretudo a perspectiva de forte crescimento da economia para os próximos anos, além das perspectivas de investimento.

Actualmente, Angola tem níveis de bancarização muito baixos, mas que têm vindo a crescer acentuadamente, em particular nos últimos dois anos.

Os depósitos representam 10 por cento do produto interno bruto e o crédito sete por cento, mas só em 2005 estes dois indicadores cresceram 50 por cento e 60 por cento, respectivamente, segundo o Diário Económico.

O mercado bancário angolano é actualmente dominado pelo Banco Fomento de Angola (BFA), do grupo português BPI e pelo Banco de Poupança e Crédito.

Além do BFA, que no ano passado alcançou a liderança entre as instituições bancárias credoras em Angola, actuam neste país o Banco Espírito Santo e o Totta, que recentemente estabeleceu uma parceria com o grupo público português Caixa Geral de Depósitos, para investirem até 100 milhões de euros na expansão de uma rede conjunta.

O maior banco privado português, Millennium Bcp, está a iniciar o seu processo de expansão, tal como o BIC, participado pelo empresário português Américo Amorim. (macauhub)

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