Governo português pode privatizar até 27,5 por cento do capital da Galp Energia

15 August 2006

Lisboa, Portugal, 15 Ago – O governo pode decidir vender até 27,5 por cento do capital da Galp Energia, na quarta fase de reprivatização da empresa de energia portuguesa, nos termos do decreto-lei segunda-feira publicado em Diário da República.

O decreto-lei diz que a privatização da Galp passará pela venda de acções até 25 por cento do capital social, mas prevê a possibilidade de criação de um “lote suplementar” que pode representar mais 2,5 por cento do capital.

O lote suplementar, referido no decreto-lei, “não pode ter por objecto uma percentagem superior a 10 por cento da quantidade de acções a alienar na presente fase [quarta] de reprivatização da Galp”.

A operação de privatização, integrada no programa de reprivatizações para o biénio 2006/2007, aprovado pelo governo em Fevereiro passado, pressupõe a venda directa a um conjunto de instituições financeiras, que ficarão obrigadas a proceder à subsequente dispersão das acções em bolsa, parte da qual em mercados internacionais.

O caderno de encargos da operação de dispersão em bolsa e a definição das condições específicas (preço, quantidade de acções destinada à venda directa e ao público em geral) terão que ser aprovados em Conselho de Ministros. (macauhub)

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