Extracção mineira coloca Angola entre os maiores de África em 2005

17 August 2006

Luanda, Angola, 17 Ago – As receitas obtidas pela extracção mineira durante o ano de 2005 colocaram a economia angolana entre as maior crescimento e desenvolvimento do continente africano, afirma o Relatório Económico de Angola realizado pelo Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica.

O documento de 103 páginas, quarta-feira divulgado em Luanda, refere que no mesmo período o Produto Interno Bruto (PIB) angolano atingiu 30 mil milhões de dólares, apresentando uma taxa de crescimento de 20 por cento, que compara com a taxa média de 5,5 por cento para o continente.

Os sectores da agricultura e indústria, indica o estudo, representaram apenas 12,7 por cento, os serviços 14 por cento e o petróleo e os diamantes atingiram 59,2 por cento.

Para o coordenador da pesquisa, o economista Alves da Rocha, que falava na apresentação da obra, os indicadores obtidos mostram a urgência de um programa de industrialização do país, de um maior investimento na agricultura, que poderão assegurar menor dependência em matéria de organização, administração e gestão empresarial e social.

Disse ser fundamental que o país leve em conta que no sector da exploração mineira a formação é reduzida e a mão-de-obra, nomeadamente a mais qualificada, continua a ser expatriada.

Considerou que a progressão do PIB per capita – 1984,3 dólares em 2005 – e o saldo positivo da Balança de Pagamentos não se traduziram na correspondente distribuição da riqueza, numa população estimada em 15 milhões de habitantes.

Realçou que o PIB por habitante aumentou de 2004 para 2005, correspondendo a uma progressão que não teve paralelo no domínio do desenvolvimento social, pois os níveis de pobreza continuam muito elevados, com 68 por cento da população a viver abaixo do nível de pobreza.

O estudo constitui-se no quarto publicado pelo Centro de Estudos da Universidade Católica de Angola e contou com apoios de entidades público-privadas entre as quais os ministérios das Finanças, Planeamento, do Banco Nacional de Angola, da Fundação Friedrich Ebert e USAID. (macauhub)

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