Fornecedores de futura siderurgia no Rio de Janeiro vão comprar 90 por cento dos equipamentos à China

24 August 2006

São Paulo, Brasil, 24 Ago – As empresas seleccionadas pela Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) para fornecer equipamentos à futura siderurgia de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, no Brasil, deverão importar da China entre 80 a 90 por cento da maquinaria, escreve o jornal Valor.

A futura siderúrgica tem um orçamento de construção da ordem dos 2,4 mil milhões de dólares, a serem disponibilizados pela alemã ThyssenKrupp, controladora da CSA.

A CSA já definiu os vencedoras de alguns “pacotes”, como é o caso da subsidiária belga Paul Wurth, que vai fabricar os dois altos-fornos da central por 360 milhões de dólares.

A Paul Wurth deverá mandar fazer pelo menos 80 por cento da maquinaria em fábricas chinesas, para as quais deverá enviar desenhos das máquinas e equipamentos necessários ao projecto.

Também a alemã Siemens Vöest, antiga Vöest Alpine, que vai fornecer máquinas e equipamentos que compõem a aciaria e o lingotamento contínuo deverá adquirir mais de 90 por cento das peças e equipamentos a indústrias chinesas.

De acordo com o jornal Valor, “praticamente todas as empresas que entraram nessa disputa para fornecedoras da CSA tiveram de recorrer às indústrias chinesas para compor o preço das suas propostas”.

O valor global do projecto da CSA é de 3,6 mil millhões de dólares, incluindo, além da central de cinco milhões de toneladas de placas de aço estimada em 2,4 mil milhões de dólares, a instalação de uma coqueria, uma central térmica e um terminal portuário. (macauhub)

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