Brasileira CSN Cimentos compra saber e equipamento chinês para produção de clínquer

28 August 2006

Rio de Janeiro, Brasil, 28 Ago – As empresas chinesas produtoras de máquinas e equipamentos entraram no sector cimenteiro do Brasil após a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) Cimentos ter assinado um acordo com duas empresas para a construção de uma unidade de produção de clínquer em Arcos, Minas Gerais.

Marcus Paim, director da CSN Cimentos, informou que o acordo foi fechado na passada semana com os grupos Shenyang Heavy Machinery e Chengdu Design Institute com o pacote a incluir o projecto de engenharia e o equipamento (forno).

A construção e montagem da unidade, com uma capacidade de 825 mil toneladas, ficarão a cargo da CSN, representando o investimento nesta unidade de clínquer 50 por cento do investimento total previsto para este novo negócio do grupo de 185 milhões de dólares.

Marcus Paim adiantou que a Chengdu Design tem desenvolvido projectos de fábricas para grupos como a Holcim e Lafarge, líderes mundiais do sector.

O projecto da CSN é produzir 3 milhões de toneladas de cimento a partir de 2008, beneficiando do calcário existente na sua mina de Arcos, para fazer o clínquer, e aproveitando escória dos altos-fornos da siderurgia de Volta Redonda – 1,5 milhão de toneladas por ano.

Clínquer e escória vão ser moídos e transformados em cimento em duas instalações de moagem a serem instaladas no decorrer de 2007 em Volta Redonda.

O alvo da CSN é o mercado do Sudeste, região que consome metade do cimento produzido no Brasil, que em 2005 foi pouco mais de 36 milhões de toneladas.

A CSN espera obter a licença prévia ambiental para a fábrica de Arcos até ao final do ano.

A Companhia Siderúrgica Nacional é a maior indústria siderúrgica da América Latina e uma das maiores do mundo, situando-se a fábrica na cidade de Volta Redonda, na região do Vale do Paraíba, no Sul do estado do Rio de Janeiro.

Foi criada em 9 de Abril de 1941 após um acordo entre os governos brasileiro e norte-americano para a construção de uma fábrica que pudesse fornecer aço para os aliados durante a Segunda Guerra e após essa servisse para o desenvolvimento do Brasil.

Começou a funcionar em 1946 e foi uma empresa pública até 1993, quando foi privatizada no Programa Nacional de Desestatização levado a cabo pelo governo federal, durante os governos de Fernando Collor e Itamar Franco.

Sua principal fábrica produz actualmente cerca de 6 milhões de toneladas de aço bruto e mais de 5 milhões de toneladas de laminados por ano, sendo considerada uma das mais produtivas do mundo.

Além de muitos outros interesses no Brasil, a CSN controlas fábricas nos Estados Unidos da América e em Portugal. (macauhub)

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