Empresários brasileiros querem realizar negócios com a China nos próximos 12 meses

6 September 2006

São Paulo, Brasil, 06 Set – Os empresários brasileiros querem efectuar negócios com a China nos próximos 12 meses, é a principal conclusão de um inquérito realizado pela Comissão de Economia da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Económico (CBCDE).

De acordo com os resultados do inquérito, dos 68 empresários entrevistados 94 por cento pretendem realizar negócios com empresas chinesas ao longo dos próximos 12 meses.

As entrevistas, realizadas durante o Encontro Brasil-China (Shenzhen) Comércio e Economia 2006, organizado em São Paulo em 18 de Agosto, revelaram que mais de metade dos empresários ou 52 por cento afirmam que o mercado chinês tem alta prioridade nos seus negócios enquanto 43 por cento atribuíram uma prioridade média.

Mais de metade dos empresários afirmou já ter enviado executivos à China e quase metade dos entrevistados (47 por cento) tem actualmente negócios em curso com empresas chinesas.

Entre os sectores mais optimistas, estavam os do turismo, máquinas e ferramentas, disse à Macauhub o economista e presidente do Comissão de Economia da CBCDE, Paulo Albuquerque, responsável pelo inquérito.

As entrevistas revelaram que 97 por cento dos empresários consideram o Brasil pouco preparado para a “guerra comercial” com outros países.

Apesar de não haver unanimidade em relação à política cambial brasileira, já que 51 por cento acham a postura do actual governo correcta e 37 por cento incorrecta, quase 60 por cento concordam que o governo não está agindo de forma adequada para promover desenvolvimento e crescimento no país.

Os empresários brasileiros também foram questionados por Albuquerque em relação a políticas proteccionistas nacionais e 68 por cento discordam da adopção de salvaguardas contra produtos chineses.

Sessenta por cento acham provável que a China anuncie retaliações ao Brasil caso as salvaguardas entrem em vigor e, neste caso, os sectores mais prejudicados, na opinião dos empresários, seriam agronegócio, seguido por minério de ferro, aço, calçados, produtos electrónicos e têxteis.

Fundada em Junho de 2001, a Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Económico é uma entidade civil de direito privado que pretende promover a aproximação entre entidades governamentais, associações e empresários brasileiros e chineses, visando a consolidação das relações comerciais e culturais entre o Brasil e a China.

Em 2005, a CBCDE tornou-se membro do Conselho para a Promoção do Comércio Exterior da China (CCPIT) e da Câmara de Comércio Internacional da China (CCOIC), com o objectivo de proporcionar aos empresários brasileiros e chineses interessados em realizar investimentos na China e no Brasil, respectivamente, o máximo de apoio para o desenvolvimento de seus projectos. (macauhub)

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