Consórcio de seis empresas portuguesas quer construir novo aeroporto de Lisboa, na Ota

11 September 2006

Lisboa, Portugal, 11 Set – A Brisa e a construtora Mota-Engil vão liderar um grupo de seis grandes empresas portuguesas para concorrer ao processo de privatização da empresa pública Aeroportos de Portugal (Ana) e participar na construção do novo aeroporto da Ota, anunciaram sexta-feira em Lisboa as empresas.

O grupo inclui, além da Brisa – Auto-estradas de Portugal e da Mota-Engil, os três maiores bancos portugueses (Caixa Geral de Depósitos, Millenium BCP e Banco Espírito Santo) e a construtora Somague.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Brisa e a Mota-Engil afirmam que foi assinado um acordo entre as seis empresas, que prevê a constituição de um consórcio.

A Brisa e a Mota-Engil lideram este projecto, com participações iguais de 26,25 por cento cada e os bancos terão uma participação de 10 por cento cada enquanto a Somague terá os restantes 17,5 por cento.

O governo português anunciou em Fevereiro a intenção de privatizar ou fazer a concessão da Aeroportos de Portugal, mas fez depender esta opção do modelo para o novo aeroporto de Lisboa, que deverá ser escolhido durante este mês.

O financiamento do novo projecto deverá ser assegurado em 70 por cento por investidores privados, quer por capitais próprios, quer por recurso à dívida, provindo a parte restante de uma comparticipação de fundos comunitários que rondará os 20 por cento e de apoios públicos nacionais que não serão superiores a 10 por cento, de acordo com informação da Ana – Aeroportos de Portugal.

A concessionária de aeroportos Ana, que gere os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Ponta Delgada, Horta, Santa Maria e Flores, obteve um lucro de 32,4 milhões de euros no exercício de 2005, um crescimento homólogo de 4,0 por.

Em 2005, a ANA processou 20,3 milhões de passageiros, 221,9 mil movimentos de aeronaves e 126152 toneladas de carga. (macauhub)

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