Portugal e Brasil sobem na lista dos melhores países para negócios, Angola e Moçambique “escorregam”

11 September 2006

Washington, Estados Unidos da América, 11 Set – Portugal e Brasil subiram na edição de 2007 da lista dos melhores países do mundo para fazer negócios, elaborado pelo Banco Mundial, enquanto que Angola e Moçambique desceram e Cabo Verde manteve a sua posição.

Entre os países de língua portuguesa, a maior subida na lista Fazer Negócios (Doing Business) foi a de Portugal, cinco posições, para o 40º lugar, reforçando o seu estatuto de mais bem colocado no índice, liderado este ano por Singapura, que roubou o primeiro lugar à Nova Zelândia.

O principal impulso para a subida portuguesa terá vindo da reforma do processo de criação de empresas, implementada este ano, que permitiu torná-lo mais expedito.

O Banco Mundial avalia também de forma positiva a agilização do processo de criação de empresas em Moçambique, mas, ponderados todos os indicadores, este país não escapou a uma descida de três posições, para a 140ª, entre 175 paises avaliados em termos de regulação de negócios e protecção de direitos de propriedade.

Moçambique merece no relatório uma nota positiva do Banco Mundial pelo “envolvimento do sector privado na identificação das reformas mais necessárias” e pelas “melhorias” que está ainda a implementar, mas cujos resultados apenas deverão ser visíveis no futuro.

“Mais melhorias estão a caminho, e estas estarão reflectidas nos incadores do Fazer Negócios do próximo ano”, de Moçambique, Benim, Burkina Faso, Camarões, Gâmbia, Madagáscar, Malaui, Mali, Níger, Nigéria e Zâmbia, afirma o Banco Mundial.

Os autores do estudo realçam o desempenho do conjunto da região africana no actual ranking, passando do último no lugar na tabela de ritmo de implementação de reformas para o terceiro, apenas batida pela Europa de Leste e Ásia Central e pelo conjunto de países de Alto Rendimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico.

Aquém do desempenho da região africana ficou Angola, que recuou uma posição no ranking geral, para a 156ª e não vê nenhuma das suas reformas avaliada positivamente no estudo.

Cabo Verde mantém a 125ª posição e continua a ser o terceiro país de língua portuguesa mais bem colocado na lista, atrás de Portugal e do Brasil.

O Brasil, maior economia lusófona, surge na 121ª posição, um lugar acima do ano passado, e merece, em particular, destaque nas reformas introduzidas na aplicação de contratos.

A Guiné-Bissau mantém-se na 173ª posição, a antepenúltima, mas é elogiado na aplicação de reformas no pagamento de impostos.

Timor-Leste foi o único país lusófono a implementar uma “reforma negativa”, na atribuição de licenças, e manteve a penúltima posição, apenas à frente da República Democrática do Congo.

A informação usada na elaboração do ranking Fazer Negócios reporta a Janeiro de 2005, e é baseada no estudo de leis e regulações.

Os países são classificados em função da síntese de diversos indicadores, agrupados em 10 conjunto temáticos que vão desde a abertura de um negócio até ao seu encerramento. (macauhub)

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