Bancos portugueses controlam 40 por cento da banca angolana

15 September 2006

Lisboa, Portugal, 15 Set – Os bancos portugueses controlam 40 por cento dos activos da banca angolana, que apresenta uma das mais altas taxas de rentabilidade do mundo, conclui o primeiro estudo ao sector no país africano, feito pela consultora Deloitte.

O estudo sumariamente apresentado esta semana, realizado em parceria com a Associação Angolana de Bancos, revela ainda que os restantes bancos detidos por instituições financeiras internacionais gerem apenas 8,5 por cento dos activos locais.

Entre estes destacam-se o Totta de Angola, controlado pelo espanhol Santander através do português Totta, e o Banco Comercial de Angola, de capitais sul-africanos.

No final do ano passado, os bancos portugueses tinham 205 milhões de euros em fundos próprios aplicados em Angola, de acordo com os dados apurados.

O estudo Banca em Análise – Angola será divulgado no próximo mês, segundo os autores, fazendo uma comparação com os cenários da África do Sul, Angola, Brasil, Portugal e Estados Unidos.

A banca angolana, refere a Deloitte na apresentação, apresenta “uma das mais altas taxas de rentabilidade do mundo”, mas também “diversas fragilidades”.

Entre estas, adianta, estão “o baixo nível de bancarização da economia e a escassez de recursos humanos qualificados, num sector em acelerado ritmo de crescimento”.

A Deloitte calcula que, só em 2005, a banca angolana abriu perto de 52 balcões e contatou perto de 900 pessoas.

O sistema bancário angolano está “em revolução”, afirma, graças “a um cenário macro-económico altamente favorável, que inclui um elevado crescimento económico, num contexto de forte liquidez, fortalecimento do kwanza, redução da inflação e baixas significativas nas taxas de juro”.

De acordo com o estudo, no ano passado Angola alcançou a terceira posição entre as maiores economias da África sub-saariana, com o forte crescimento económico impulsionado pela produção petrolífera. (macauhub)

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