FMI revê em baixa previsões de crescimento de Angola e de Cabo Verde

15 September 2006

Washington, Estados Unidos da América, 15 Set – O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu quinta-feira em baixa as previsões de crescimento para Angola e Cabo Verde, relativas a 2006 e 2007 e manteve as estimativas para Moçambique.

No relatório das Previsões Económicas Mundiais, o FMI espera que Angola cresça este ano 14,3 por cento, menos 11,7 pontos percentuais do que o previsto em Abril, devendo depois acelerar para um ritmo anual de 31,4 por cento em 2007.

As previsões de Cabo Verde também foram revistas em baixa, de 7,0 para 5,5 por cento em 2006 e de 6,5 para 6,0 por cento em 2007.

Relativamente a Moçambique, o FMI antecipa que a actividade económica se expanda 7,9 por cento em 2006, abrandando depois para um ritmo anual de 7,0 por cento.

As outras duas economias dos Países da Língua Oficial Portuguesa, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau, com ritmos mais moderados de crescimento, deverão crescer este ano 5,5 e 4,6 por cento, respectivamente (mais 1,0 ponto percentual do que nas previsões de Primavera).

Os preços devem abrandar em 2007 nos PALOP, com excepção para a Guiné-Bissau, onde a taxa de inflação deve ficar inalterada nos 2,2 por cento.

São Tomé deverá voltar a ser o país dos PALOP com maior taxa de inflação (19,8 por cento em 2006 e 17,2 por cento em 2007) e Angola pode conseguir reduzir a inflação, de uma taxa de dois dígitos (12,9 por cento) para uma de apenas um dígito (8,3 por cento).

Em termos de dívida externa, os desempenhos dos 5 países serão bastante distintos de 2006 para 2007: Angola vai aumentar o seu excedente, Cabo Verde e a Guiné-Bissau devem aumentar o seu défice externo, São Tomé vai reduzi-lo e Moçambique deve ficar com o mesmo endividamento. (macauhub)

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