FMI aprova instrumento de apoio a políticas de Cabo Verde até 2009

27 September 2006

Washington, Estados Unidos da América, 27 Set – O Fundo Monetário Internacional anunciou a aprovação de um Instrumento de Apoio às Políticas (PSI, na sigla em inglês) do governo de Cabo Verde no domínio de reformas estruturais e estabilização da economia.

O PSI de Cabo Verde, que será a partir de agora revisto duas vezes por ano, “foi criado para assegurar a sustentabilidade do crescimento e desenvolvimento, mantendo um ambiente macro-económico estável e avançando com reformas estruturais”, refere o FMI em comunicado divulgado na segunda-feira ao final do dia.

No decurso dos próximos três anos será dada atenção especial à redução dos riscos fiscais e à criação de mecanismos para proteger a economia de Cabo Verde contra choques exógenos”.

Com a adesão ao PSI, um instrumento voluntário, Cabo Verde vai deixar de receber ajudas financeiras directas do Fundo, como até agora, mas apenas aconselhamento, monitorização e apoio à implentação das suas medidas.

O Fundo considera que houve um “fortalecimento do desempenho” da economia e políticas do arquipélago nos últimos anos e que em 2006 se mantém bom apesar de o arquipélago estar “a sentir com atraso o impacto da subida do preço do petróleo nos mercados internacionais”, realça.

Nos últimos anos, elogiam os técnicos do FMI, “as reservas internacionais aumentaram, acrescentando credibilidade à indexação cambial ao euro, a posição fiscal melhorou e, num claro avanço em relação ao passado, a contenção fiscal manteve-se durante as recentes eleições”.

As prioridades agora vão para “a salvaguarda da indexação cambial, gestão das pressões e riscos fiscais, fortalecimento da gestão do sector público”, tendo também havido concordância com o governo de que “tem de ser dado especial ênfase ao desenvolvimento do capital humano, melhorar o clima de negócios, apoiar o desenvolvimento do sector financeiro e garantir adequado abastecimento de energia”.

Em concreto, o Fundo aconselha Cabo Verde a reduzir a dívida pública, em percentagem do PIB, melhorar a priorização de despesas e a racionalizar isenções fiscais, para “criar espaço fiscal para gerir eventuais pressões”. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH