Delegação chinesa visita o Brasil para ampliar parceria na produção de algodão

28 September 2006

São Paulo, Brasil, 28 Set – Oito especialistas em agricultura do governo chinês visitaram o Brasil para conhecer as investigações brasileiras sobre algodão e discutir uma maior cooperação no sector entre os dois países, noticiou o portal 24horas, do estado de Mato Grosso.

Maior produtor brasileiro de algodão, Mato Grosso fica na região central do Brasil, próximo à capital brasileira, Brasília, onde a delegação chinesa participou de um evento internacional sobre genoma de algodão antes da visita a cooperativas de produtores mato-grossenses.

A China é o maior produtor, consumidor e importador mundial de algodão, com, respectivamente, 23, 40 e 43 por cento do mercado global na safra 2005/2006, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Já o Brasil deverá ser o sexto maior exportador mundial de algodão em pluma na safra 2005/2006, com tendência a crescer nos próximos anos.

A delegação chinesa que esteve no Brasil na semana passada foi liderada por Wang Kun-bo, vice-director do Instituto de Pesquisa de Algodão da província de Henan, que faz parte da Academia Chinesa de Ciências Agrárias, ligada ao Ministério da Agricultura.

O grupo visitou também a unidade de Recursos Genéticos e Biotecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília.

Desde 2004, aquele órgão do Ministério chinês da Agricultura tem um acordo de cooperação técnica com a Embrapa. O entendimento envolve principalmente a troca de material genético vegetal e pesquisas na área de biotecnologia vegetal, disse o chefe geral da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, José Manuel Cabral, ao 24horas.

Como resultado da visita deste mês, será assinado um acordo de cooperação técnica entre a Embrapa e a Academia Chinesa de Ciências Agrárias, em complemento àquele assinado em 2004, disse Cabral.

O algodão, na avaliação de Cabral, é o principal interesse da cooperação entre Brasil e China na área de biotecnologia, e a parceria entre os dois países para ampliar as pesquisas nessa área é um caminho bastante promissor para ambos.

“Dessa vez, o acordo será específico para a cultura do algodão e prevê o intercâmbio de material genético, o desenvolvimento de pesquisas de recursos genéticos e biotecnologia e a formação de especialistas”, afirma Maria Fátima Grossi, pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. (macauhub)

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