Macau deve ser plataforma entre PME chinesas e mercados lusófonos

3 October 2006

Pequim, China, 03 Out – Macau deverá apostar no papel de plataforma de acesso das pequenas e médias empresas privadas chinesas aos mercados dos países de língua portuguesa, defendeu sexta-feira, em Pequim, o presidente do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau.

“Só as grandes empresas estatais chinesas do sector do petróleo e da construção é que têm hoje um acesso directo aos mercados dos países de língua portuguesa, como o Brasil e Angola”, disse Lee Peng Hong, que apresentou o livro “Estratégias para o Desenvolvimento da Plataforma de Macau” em conjunto com Jiang Shixue, vice-presidente do Instituto de Pesquisa da América Latina da Academia das Ciências Sociais da China.

“Mas há ainda muitas pequenas empresas privadas que não têm nenhum acesso. A grande maioria das empresas que quer trabalhar com os países de língua portuguesa não tem acesso nem contactos”, disse Lee à agência noticiosa portuguesa Lusa após o lançamento do livro.

Em “Estratégias para o Desenvolvimento da Plataforma de Macau”, os autores fazem uma análise dos pontos fortes e fracos da economia de Macau e concluem que o território deve assumir um posicionamento estratégico de plataforma de serviços de cooperação entre a China e os países lusófonos.

Os autores defendem ainda no livro que as condições de Macau permitem apostar no sector dos serviços de convenções e exposições e dos serviços de apoio ao investimento e cooperação económica, como serviços financeiros e de banca “off-shore”.

A apresentação da obra acontece poucos dias depois de ter terminado em Macau o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Oficial Portuguesa, cuja reunião ministerial decorreu a 25 e 26 de Setembro.

No fórum de Macau, a China comprometeu-se a abrir uma linha de crédito de cerca de cerca de 800 milhões de reminbis para desenvolvimento de infra-estruturas nos países de língua portuguesa da África e da Ásia, bem como o objectivo de duplicar o investimento bilateral até 2009 e atingir um volume de trocas comerciais entre os dois lados entre 40 e 50 mil milhões de dólares americanos. (macauhub)

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