União Europeia considera estarem criadas condições para mesa-redonda com a Guiné-Bissau

6 October 2006

Bissau, Guiné-Bissau, 06 Out – O chefe da missão da União Europeia na Guiné-Bissau, Franco Nulli, defendeu quinta-feira em Bissau estarem criadas todas as condições para a realização da mesa-redonda com os doadores projectada há dois anos mas sucessivamente adiada.

A mesa-redonda entre o governo de Bissau e os doadores internacionais tem sido adiada por razões de natureza política – eleições, crise militar ou mudança do executivo – mas agora está marcada para os dias 7 e 8 de Novembro, em Genebra, Suiça.

O governo guineense juntou quinta-feira, em Bissau, todos os embaixadores e representantes de instituições internacionais que cooperam com o país para sensibilizá-los para a mesa-redonda e apresentar uma série de documentos que servirão de suporte no encontro de Genebra.

O encontro, denominado “Fórum de Bissau”, decorreu numa unidade hoteleira da capital guineense, juntando embaixadores e representantes de organizações sedeadas em Bissau ou em Dacar, no Senegal, mas com mandato para cobrir a Guiné- Bissau.

O Fórum de Bissau foi uma oportunidade para as autoridades guineenses reafirmarem a importância que depositam na próxima mesa-redonda, iniciativa na qual o governo conta obter dos doadores uma ajuda financeira de cerca de 355 milhões de dólares para o “relançamento” da economia e projectos de desenvolvimento do país.

No seu discurso, o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes disse que a Guiné-Bissau “espera muito” da mesa-redonda, na medida em que, assinalou, tem já identificados os projectos que pretende lançar faltando apenas recursos financeiros.

O governo guineense tem no DENARP (Documento de Estratégia Nacional par a Redução da Pobreza), no PAP (Plano de Acção Plurianual) e no PTIP (Programa Trienal de Investimento Público) os três documentos fundamentais que conta apresentar aos doadores na mesa-redonda para a obtenção de fundos.

Alem de ser uma visão global de um vasto programa para o combate à pobreza no país, o DENARP é também um manifesto de uma série de iniciativas de reforma da administração pública e dos sectores de Defesa e Segurança da Guiné-Bissau , lembrou Aristides Gomes. (macauhub)

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