Banco de Moçambique quer mais mecanismos para análise de risco

13 October 2006

Maputo, Moçambique, 13 Out – O Banco de Moçambique pretende dispor de mecanismos mais fortes para fazer uma análise de risco de quem pede empréstimos junto da banca comercial e de outras instituições de crédito.

Numa mesa redonda organizada em Maputo pela International Finance Corporation (IFC), o braço do Banco Mundial para o sector privado, Samuel Banze, director da supervisão bancária do Banco de Moçambique, salientou que antes da reforma de 1996 o sistema bancário não dispunha de qualquer mecanismo para ajuizar do risco de crédito.

Em 1996, no âmbito da reforma bancária, foi criado um Registo Central de Crédito.

Até essa data acontecia muitas vezes que uma empresa era credora num banco e devedora noutro e o crédito mal-parado, em percentagem da carteira de empréstimos, estava a atingir níveis alarmantes, situação que foi invertida com a criação do Registo Central.

O desafio actual, de acordo com Banze, é alargar o âmbito do Registo Central com a adição de mais dados e avançar na normalização dos documentos envolvidos nas operações de crédito.

Para o IFC, que prefere as centrais de crédito dos bancos a uma organizada pelo banco central, a noção tão exacta quanto possível do risco de crédito de um cliente reduz o tempo de processamento e o custo em mais de 25 por cento e reduz significativamente a existência de crédito mal-parado, contribuíndo para a estabilidade do sistema financeiro. (macauhub)

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