Empresas petrolíferas devem utilizar banca angolana, defendem banqueiro e consultor

16 October 2006

Luanda, Angola, 16 Out – As receitas do petróleo em Angola deveriam passar primeiramente pela banca nacional a fim de ajudá-la a ter maior dimensão, afirmou em Luanda na passada semana Fernando Teles, presidente do Conselho de Administração do Banco Internacional de Crédito.

Teles, que falava à saída dao encontro para a apresentação de um estudo realizado pela consultora internacional Deloitte sobre a banca angolana, disse que essa passagem seria importante tanto mais que permitiria aumentar ainda mais a concessão de crédito.

O presidente do BIC disse ainda ser necessário fazer crescer a economia agrícola pelo que o seu banco está a instalar-se em zonas rurais pretendendo até ao final do ano estar presente em todas as províncias angolanas.

Também na passada semana, Paul de Sousa, parceiro sénior da KPMG em Angola, defendeu a necessidade de aprovar legislação que, de uma forma faseada, obrigue as empresas petrolíferas a utilizarem a banca angolana.

Sousa, que abordava o tema “Satisfazer as necessidades (…) através do sistema bancário nacional”, na conferência anual sobre a exploração pretolífera em águas profundas, disse que tal requisito deverá ser pragmático, tecnicamente viável e não deverá impor encargos irrealistas às empresas petrolíferas.

De acordo com o orador, a entrada destas medidas deve estar estreitamente ligada à rápida expansão da indústria bancária angolana, que ainda está numa fase inicial de desenvolvimento do ponto de vista da capacidade e qualidade dos seus serviços.

Na conferência, realizada terça e quarta-feira, participaram representantes de operadoras petrolíferas e de empresas prestadoras de serviços. (macauhub)

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