Ministro da Agricultura de Moçambique diz que indústria de processamento de cajú dá sinais de recuperação

16 October 2006

Maputo, Moçambique, 16 Out – O ministro moçambicano da Agricultura, Tomás Mandlate, afirmou sexta-feira que, após muitos anos de crise, a indústria de processamento de castanha de cajú está a mostrar sinais de recuperação.

Falando à agência noticiosa moçambicana AIM, o ministro disse que na presente época as 23 fábricas em funcionamento irão processar 30 mil toneladas de castanha contra 22 mil toneladas processadas em 2005.

No passado, a indústria de processamento de castanha de cajú era dominada por fábricas grandes e mecanizadas, que vieram a ser as vítimas do assalto do Banco Mundial contra a indústria de processamento nos anos 90.

Em 1995, o Banco Mundial apresentou um ultimato ao governo de Moçambique em que desmantelar a protecção garantida à indústria de cajú era uma das condições para empréstimos no valor de 400 milhões de dólares.

Isto, independentemente de as fábrias terem sido privatizadas recentemente com a garantia do Estado moçambicano de que a indústria continuaria a ser protegida.

Embora, de acordo com a AIM, o Banco Mundial tenha mais tarde apresentado um pedido de desculpas, o mal estava feito e a maior parte da castanha estava a ser exportada para processamento na Índia e as fábricas em Moçambique fecharam uma após outra.

A partir daí, os investidores decidiram-se por fábricas mais pequenas em que se utiliza o método manual para o descasque da castanha.

O governo, por seu turno, está a fazer tudo o que pode para aumentar o número de cajueiros e reduzir os danos causados às árvores por fungos e insectos.

Mandlate estima que este ano a produção de castanha seja de 75 mil toneladas contra as 63 mil toneladas do ano passado. (macauhub)

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