Comércio entre o Brasil e os países africanos de língua portuguesa cresceu 150 por cento até Setembro

18 October 2006

São Paulo, Brasil, 17 Out – O comércio entre o Brasil e o conjunto dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) cresceu 149,2 por cento nos primeiros nove meses deste ano, face ao período homólogo de 2005, de acordo com dados do Ministério do Comércio Exterior do Brasil.

Juntos, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe importaram 612 milhões de dólares em produtos do Brasil nos primeiros nove meses de 2006, valor 60 por cento maior do que no mesmo período do ano passado.

Já as compras brasileiras de produtos da África lusófona passaram de inexpressivos 196 mil dólares, nos primeiros nove meses de 2005, para 341,879 milhões de dólares em período homólogo deste ano.

Angola, responsável por quase todo esse volume, aumentou quase 7000 vezes as suas vendas para o Brasil: de 48,9 mil dólares, de Janeiro a Setembro de 2005, para 341,861 milhões de dólares, nos primeiros nove meses de 2006.

Nos três primeiros trimestres de 2005, São Tomé e Príncipe liderava as vendas ao mercado brasileiro, com 105 mil dólares, mas este ano o Brasil não importou produtos são-tomenses. As exportações brasileiras para o arquipélago também recuaram (-5 por cento), passando para 584 mil dólares.

Guiné-Bissau foi o africano lusófono que mais intensificou os seus negócios com o Brasil. Até Setembro do ano passado, os guineenses não haviam exportado para o Brasil, mas este ano foram 1,4 mil dólares. Na outra direção, as vendas brasileiras quase quadruplicaram, somando 1,9 milhão de dólares até Setembro deste ano.

Moçambique, por sua vez, manteve estáveis o volume exportado para o Brasil e o importado do mercado brasileiro, tendo vendido, entre Janeiro e Setembro passado, 15 mil dólares para os brasileiros e comprado 22 milhões de dólares.

Já a relação comercial entre o Brasil e Cabo Verde apresentou tendências diversas para importações e exportações. Os produtos brasileiros entraram mais no mercado cabo-verdiano (alta de 13 por cento), indo a 19 milhões de dólares. Já as vendas para o Brasil caíram, passando de 22 mil dólares, no acumulado de 2005 até Setembro, para meros 822 dólares nos nove primeiros meses deste ano. (macauhub)

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