Associação dos Países Africanos Produtores de Diamantes vai ser criada em Luanda

1 November 2006

Luanda, Angola, 01 Nov – Os países africanos produtores de diamantes, que representam 60 por cento da produção mundial, formalizam esta semana uma associação que lhes permitirá assumir uma posição importante no controlo do mercado e pressionar as empresas diamantíferas contra o comércio ilegal.

“A associação deverá servir, em primeiro lugar, para impedir que os diamantes sirvam para financiar a guerra e, depois, para proteger os preços e a produção”, disse à agência noticiosa portuguesa o ministro angolano das Relações Exteriores, João Miranda, que lidera a comissão que está a preparar a reunião constitutiva da nova organização continental.

A Associação dos Países Africanos Produtores de Diamantes (ADPA) vai ser criada sexta-feira numa cerimónia que se realiza em Luanda envolvendo 16 países, entre os quais o Botsuana, que é o maior produtor mundial.

A iniciativa de lançar uma associação de países produtores partiu de Angola, que é o sexto da lista mundial, mas rapidamente mereceu a concordância generalizada, atendendo a que o continente, apesar de representar a maioria da produção mundial de diamantes, não tem voz activa na definição das estratégias mundiais do sector.

A Associação dos Países Africanos Produtores de Diamantes (APDA) vai ser formalmente constituída sexta-feira numa cerimónia, em Luanda, que contará com a presença de representantes da União Africana, num gesto que João Miranda considera ser significativo da importância atribuída à nova entidade.

A APDA será liderada por um Conselho de Ministros, presidido por cada um dos países membros de forma rotativa, possuindo ainda um Comité de Peritos e um Secretariado Executivo, que assegurará o funcionamento da associação.

Angola, país que liderou todo o processo de constituição da APDA, vai acolher a sede da organização e deverá ter um elemento no Secretariado Executivo.

A APDA terá como membros Angola, África do Sul, Argélia, Botsuana, República do Congo, Costa do Marfim, Gana, Guiné Conacri, Libéria, Mali, Mauritânia, Namíbia, República Centro Africana, República Democrática do Congo, Tanzânia e Zimbabué. (macauhub)

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