Requalificação urbana da marginal de Luanda começou com financiamento português

8 November 2006

Luanda, Angola, 08 Nov – A empreitada de desassoreamento da baía e de requalificação urbana da marginal de Luanda, orçada em 135 milhões de dólares, teve início terça-feira sob a responsabilidade da Luanda Waterfront Corporation.

Financiada pelo Millenium Angola, um banco do grupo português BCP, e com um prazo de execução de 36 meses, esta empreitada procederá à abertura de um canal na zona menos profunda da baía, a que se seguirá a remoção dos sedimentos acumulados ao longo da avenida marginal, o que permitirá melhorar a circulação e renovação das águas, beneficiando a sua qualidade.

Uma parte dos materiais retirados durante a dragagem será utilizada no aterro que permitirá o alargamento da Marginal de Luanda, que passará a ter três faixas de rodagem em cada sentido, divididas por um separador ajardinado.

O projecto prevê ainda a criação de parques de estacionamento com capacidade para 1600 veículos, a construção de uma nova ponte junto à fortaleza, no acesso à Ilha de Luanda, e a reabilitação dos sistemas de águas pluviais e residuais.

A criação de espaços verdes e de lazer ao longo da marginal está também prevista neste projecto, que permitirá alargar os passeios e criar zonas de esplanadas e áreas comerciais.

Esta empreitada foi entregue ao consórcio Luanda Waterfront Corp., através da sociedade Baía de Luanda, liderada por José Récio, um empresário português há muitos anos radicado em Angola.

O desassoreamento da baía e a requalificação urbana da marginal são a parte de obras públicas que o consórcio Luanda Waterfront Corporation assumiu no âmbito do projecto Baía de Luanda, que envolve um investimento de 1,7 mil milhões de euros nos próximos 13 anos.

Este projecto, aprovado pelo governo angolano em Setembro de 2005, pretende dotar a zona baixa da capital angolana de habitações, escritórios, hotéis e espaços de lazer. (macauhub)

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