Moçambique pretende manter acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, ministro da Energia

20 November 2006

Maputo, Moçambique, 20 Nov – Moçambique pretende manter na sua posse as acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) não havendo qualquer intenção de as vender, de acordo com declarações do ministro da Energia de Moçambique ao jornal Notícias, de Maputo.

Citado na edição de sexta-feira do Notícias, Salvador Namburete disse que a praticamente falida companhia eléctrica do Zimbabwe (ZESA) manifestou interesse em adquirir 25 por cento das acções da HCB, o mesmo tendo acontecido com algumas empresas chinesas.

Mas não existe qualquer plano concreto para vender as acções à ZESA, aos chineses ou a quem quer que seja, disse o ministro, para assegurar que a ideia do governo moçambicano é a de manter as acções na posse do Estado.

Mesmo que Moçambique quisesse vender as acções não o podia fazer pois Portugal continua a controlar a maioria do capital da HCB, com 82 por cento.

Nos termos do acordo assinado a 31 de Outubro, a situação será invertida com Moçambique a controlar 85 por cento das acções quando pagar a Portugal os restantes 700 milhões de dólares da soma de 950 milhões de dólares acordada para a venda.

A situação na África Austral é caracterizada, de acordo com o ministro, por uma crescente falta de energia eléctrica uma vez que o aumento dos investimentos em sectores que exigem grandes quantidades de energia não está a ser acompanhado por investimentos na produção de energia eléctrica.

Por isso, Moçambique pretende investir em projectos de produção de energia, incluíndo a construção da barragem de Mpanda Nkua, 70 quilómetros a juzante de Cahora Bassa, uma central abastecida a carvão em Moatize e possivelmente uma segunda central eléctrica em Cahora Bassa, na margem Norte.

Mpanda Nkua poderá produzir 1.300 megawatts e a central de Moatize pelo menos mil e possivelmente 1800 megawatts. (macauhub)

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