Governo angolano pretende criar três zonas francas industriais

22 November 2006

Luanda, Angola, 22 Nov – O governo angolano pretende criar três zonas francas industriais para fomentar a industrialização do país, cujas principais infra-estruturas foram destruídas durante a guerra civil, anunciou terça-feira, em Luanda, o ministro da Indústria, Joaquim David.

De acordo com o ministro, as três zonas francas industriais que o governo pretende criar serão instaladas nas províncias de Luanda (Viana), Cabinda (Futila) e Benguela (Catumbela).

As zonas francas são áreas definidas, dotadas de infra-estruturas de apoio à produção industrial, que gozam de vários benefícios nas áreas fiscal, laboral e financeira.

Joaquim David, que falava na abertura de um seminário subordinado ao tema “Zonas Francas Industriais como Mecanismo de Atracção de Investimentos”, salientou que a criação destas infra- estruturas será feita no quadro do Programa de Reconstrução Nacional com o objectivo de apoiar o desenvolvimento do sector produtivo.

Nesse sentido, defendeu que a criação destas zonas francas industriais permitirá atrair mais investidores para Angola, o que se traduzirá num aumento dos postos de trabalho e, consequentemente, na redução da pobreza.

Segundo o ministro, citado pela agência de notícias angolana Angop, as medidas para promover o desenvolvimento da indústria nacional passam também pela realização de investimentos públicos que permitam melhorar as redes de telecomunicações, de estradas e de abastecimento de água e electricidade.

O aumento da oferta de solos para fins industriais em zonas consideradas estratégicas é outra das medidas que o governo angolano pretende desenvolver para promover o sector industrial.

Para Joaquim David, a criação das zonas francas industriais permitirá reduzir a excessiva dependência da economia angolana em relação ao sector extractivo (petróleo e diamantes), além de possibilitar a diversificação das exportações. (macauhub)

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