Banco Mundial apresenta quinta-feira em Luanda estudo sobre economia angolana

29 November 2006

Luanda, Angola, 29 Nov – O Banco Mundial apresenta quinta-feira em Luanda o estudo económico “Petróleo, crescimento alargado e equidade” que reflecte o resultado das consultas com o executivo angolano entre 2004 e 2006.

De acordo com a agência noticiosa angolana Angop, o estudo centra-se em quatro aspectos principais – o elenco das realidades sócio-económicas, as opções existentes para a gestão da riqueza mineral sem consequências macroeconómicas negativas, os principais constrangimentos à diversificação da economia fora dos sectores minerais e, os desafios e oportunidades para o aumento do bem-estar da população.

O documento, a ser apresentado na Universidade Católica, em Luanda, identifica seis áreas centrais para as quais são necessários um plano de abordagem, tendo em vista o desenvolvimento de uma estratégia de crescimento de base ampla.

Neste prisma, defende que, em primeira instância, Angola precisa de concluir a transição para uma economia de mercado, pois, após a independência em 1975, o governo angolano optou por um sistema económico centralizado que hoje se julga ter contribuído, a par da crescente dependência do petróleo, para constranger o desenvolvimento de instituições sólidas que promovam o aparecimento de um sector privado dinâmico.

Prossegue na sua abordagem sobre o país referindo que, na frente macroeconómica, ainda precisam de ser resolvidas as contínuas deficiências na concepção e execução de políticas, especialmente ao nível agregado.

A necessidade de melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimento, na medida em que a realidade no país neste campo é ainda pouco favorável, consta igualmente do documento, segundo o qual, “se as autoridades quiserem promover uma recuperação económica de base ampla, com mais empregos e rendimentos mais elevados, terá de implementar de imediato medidas que permitam às empresas competir mais eficazmente numa economia aberta”.

No que se refere as áreas com potencialidade fora dos sectores minerais, o relatório considera importante a agricultura como uma fonte de emprego e de rendimentos, pelo que não deverá ser negligenciada.

Defende que as políticas governamentais deveriam apoiar a proliferação de pequenos agricultores mas, ao mesmo tempo, promover um ambiente propício que estimule os investimentos no sector comercial privado. (macauhub)

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