Pequenas e médias empresas brasileiras efectuam negócios na China

5 December 2006

São Paulo, Brasil, 06 Dez – Pequenas e médias empresas (PME) brasileiras acompanham o movimento das grandes companhias e começam a fechar negócios na China, noticiou o jornal brasileiro Valor Econômico.

A reportagem, que foi o principal destaque do jornal segunda-feira passada, salienta que fabricantes de confecções, sapatos, equipamentos de metalurgia e reatlhistas brasileiros já estão assinando acordos de parceria com empresas chinesas, como resultado de recentes visitas que fizeram à China.

“Fui [à China] estreitar relacionamentos. Já estávamos a importar alguns produtos para teste e agora pretendemos trazer pelo menos dez artigos de lá” disse Marcelo Deola, um dos sócios da Picotex, pequena fabricante têxtil.

A Picotex é distribuidora de aviamentos e produtora de entretelas para camisas e quer ser distribuidora também de artigos como fechos de correr, elástico e renda fabricados na China.

“Praticamente todos os artigos lá (China) são mais baratos do que no Brasil. Há casos em que os custos representam um quarto do preço que pagamos hoje, isso sem negociar um preço melhor devido ao alto volume de importação”, disse Deola ao Valor.

Jader Westrup, um dos sócios da metalúrgica brasileira Santa Libera, desistiu de aumentar a capacidade da fábrica no Brasil para passar a comprar componentes pré-acabados chineses. A empresa vai receber contentor de produtos chineses por semana, que terão acabamento final no Brasil e serão vendidos para a África, disse Westrup ao jornal.

Fabricantes de calçado de São João Batista (Estado de Santa Catarina) também estiveram na China há poucos meses e estão negociando a compra de materiais como fivelas, nastros e couros sintéticos.

Outros empresários ainda estão em fase de “investigação”, como definiu o presidente da Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque (Ampe), Luis Carlos Rosin.

Recém-chegado da China, disse ao jornal que pretende reunir pequenos fabricantes e trazer tecidos para o Brasil, embora tenha realçado que os custos de transporte são a maior dificuldade para as PME .

Vice-presidente da FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina) e integrante da missão da federação à China em outubro deste ano, Glauco José Corte destacou em entrevista à Macauhub o interesse brasileiro na China, em especial, dos setores “têxtil, metalúrgico, de construção civil e peças e acessórios”. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH