Indústria açucareira de Moçambique preocupada com impostos e contrabando

2 January 2007

Maputo, Moçambique, 02 Jan – Os responsáveis da indústria açucareira de Moçambique estão preocupados com o fim da isenção temporária de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), de acordo com a edição de sexta-feira do diário Notícias, de Maputo.

Um decreto governamental de 2004 isentava as açucareiras do pagamento de IVA na importação de matérias-primas e de bens de capital bem como a comercialização interna de açúcar mas a sua validade terminou a 31 de Dezembro de 2006.

Uma vez que o IVA tem uma taxa de 17 por cento em Moçambique, as empresas açucareiras receiam que esse imposto tenha de ser reflectido no preço final do produto dificultando a concorrência do açúcar moçambicano com aquele que entra ilegalmente no país a partir do Zimbabwe e do Malawi.

Recentemente, as açucareiras louvaram publicamente os esforços do governo para controlar o contrabando, particularmente na região mais a sul, mas adiantaram que o problema continua grave nas províncias do centro do país, onde é estimado que a maior parte do açúcar vendido entrou ilegalmente no país.

De acordo com as açucareiras, o contrabando de açucar gera prejuízos para a indústria de cerca de 1 milhão de dólares.

Em 2006, as quatro empresas açucareiras em Moçambique produziram 242.525 toneladas de açúcar, 175.837 das quais foram exportadas.

Previsões para 2007 indicam que a produção de cana-de-açúcar deverá atingir 2,5 milhões de toneladas de que serão produzidas 292 mil toneladas de açúcar. (macauhub)

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