Sul-africanos lideram o investimento estrangeiro em Moçambique

3 January 2007

Maputo, Moçambique, 03 Jan – O valor dos projectos de investimento de origem sul-africana aprovados pelo Centro Moçambicano de Promoção de Investimentos (CPI) foi de 43,5 milhões de dólares de Janeiro a Outubro de 2006, informou a agência noticiosa moçambicana AIM.

Dados do CPI indicam que os investidores sul-africanos submeteram 47 projectos no período em questão, colocando a África do Sul como um dos principais países investidores em Moçambique.

A maior parte do investimento sul-africano tem sido direccionada para a área de hotelaria e turismo. Neste sector, o grosso dos projectos concentra-se na província de Inhambane, (Sul de Moçambique), onde se regista uma intensa actividade turística ao longo da sua costa.

O CPI considera bastante positiva a reacção dos investidores em Moçambique, o que fará com que se atinja a meta de 500 milhões de dólares este ano. Aliás, já em finais de Outubro o volume de investimentos se aproximava daquele valor.

Em 2005, o Centro de Promoção de Investimentos aprovou projectos de investimento avaliados em cerca de 119 milhões de dólares.

Dados do CPI mostram que há uma grande apetência dos investidores pelo sector do turismo. No primeiro semestre de 2005, o turismo registou uma subida no investimento de 46,5 por cento, recebendo projectos orçados em cerca de 15 milhões de dólares.

A agricultura e a agro-indústria receberam 12 projectos de investimento estimados em 19 milhões de dólares nos primeiros seis meses de 2005, contra cerca de 55 milhões de dólares investidos no período homólogo de 2004.

A actividade turística em Moçambique tem vindo a registar um incremento assinalável desde o fim da guerra, em Outubro de 1992. Com efeito, desde essa altura, o fluxo de turistas que se deslocam a Moçambique anda a uma média anual de mais de 600 mil, que compara com cinco mil durante a guerra civil.

Para o Ministro do Turismo, Fernando Sumbana, o ambiente político estável que se vive no país serve de garantia a um maior investimento, aliado às reformas económicas que permitiram já o controlo da inflação, estabilização da moeda e a manutenção da taxa média anual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e crescimento das exportações de bens e serviços. (macauhub)

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