Pequim prepara novo pacote de apoio a Moçambique

25 January 2007

Pequim, China, 25 Jan – O Presidente da República chinês anunciará novos planos de ajuda a Moçambique durante a visita oficial ao país, no âmbito de uma ronda diplomática africana, afirmou quarta-feira em Pequim um ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros da China.

“O presidente Hu Jintao vai apresentar novas medidas de apoio a Moçambique durante a visita e irá assinar diversos documentos de cooperação económica e comercial”, disse hoje em conferência de imprensa Zhai Jun, ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, sem especificar a natureza dos planos de ajuda ao desenvolvimento.

Zhai afirmou, no entanto, que as medidas de apoio se enquadram nas áreas de ajuda a África que o presidente chinês enumerou em Novembro na Cimeira do Fórum de Cooperação Sino-Africano (FOCAC) e incluem a atribuição de empréstimos preferenciais, a criação de um fundo sino- africano de desenvolvimento para uso de empresas e o perdão das dívidas dos países africanos menos desenvolvidos, como é o caso de Moçambique.

Outras políticas de apoio a África que Hu Jintao anunciou em Novembro incluem facilidades à entrada de produtos africanos na China, aumentando de 190 para 440 o número de produtos isentos de tarifas de importação, e o estabelecimento, nos próximos três anos, de um máximo de cinco zonas de cooperação comercial e económica em África.

Além de Moçambique, Hu Jintao visitará a África do Sul, Namíbia, Zâmbia, Camarões, Libéria, Sudão, e Seychelles de 30 de Janeiro a 10 de Fevereiro.

A agenda do presidente Hu Jintao em Moçambique inclui um encontro com o Presidente moçambicano, Armando Guebuza, e inaugura um Centro Especial de Demonstração de Tecnologia Agrícola, parte dos dez que Pequim irá construir em África.

De acordo com Zhai Jun, nos onze primeiros meses de 2006, as trocas comerciais entre a China e Moçambique atingiram 190 milhões de dólares.

“Não é muito, mas ainda assim é cinco vezes superior ao volume comercial de 2001”, considerou.

Em 2005, o comércio sino-moçambicano rondou 168 milhões de dólares, com as empresas chinesas a investir cerca de 49 milhões de dólares no país, nos sectores agrícola, comércio e pesca, com a China a subir, em poucos anos, de 26º investidor em Moçambique para sexto.

Apesar de, entre 2004 e 2005, as exportações moçambicanas para a China, sobretudo madeira e sésamo, terem aumentado 38,1 por cento, a China registou em 2005 um excedente comercial com Moçambique de cerca de 15,5 milhões de dólares.

Pequim e Maputo mantêm relações diplomáticas desde a independência moçambicana, a 25 de Junho de 1975, e a China construiu em Moçambique algumas das mais importantes infra-estruturas da capital, nomeadamente os edifícios da Assembleia da República, Ministério dos Negócios Estrangeiros e Centro de Conferências Joaquim Chissano, tendo já anunciado a construção do futuro estádio nacional em Maputo. (macauhub)

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