Instituto Nacional do Cajú de Moçambique quer controlar exportações de castanha pelo porto de Maputo

26 January 2007

Maputo, Moçambique, 26 Jan – O Instituto Nacional do Cajú (Incaju) de Moçambique pretende apertar as regras para a exportação de castanha de cajú não-processada pelo porto de Maputo a fim apurar a quantidade e qualidade do produto dque deixa o país por aquela via.

As regras já existem e estão contidas num decreto governamental de 2003 mas Ana Machalele, do departamento económico do Incaju, afirmou à agência noticiosa moçambicana AIM que essas regras não são seguidas à risca no porto de Maputo, o que facilita a exportação de castanha não-processada sem a respectiva declaração.

O que acontece, adiantou Ana Machelele, é que os exportadores declaram a quantidade de castanha que vão exportar sem que alguém verifique a veracidade dessa declaração e sem que o Incaju seja informado sobre a qualidade das castanhas a serem exportadas.

E esse controlo é importante uma vez que os exportadores têm de pagar uma sobretaxa, medida que foi introduzida para proteger a indústria moçambicana e assegurar que a produção total não é exportada sem processamento para a Índia.

Machalele adiantou que devido ao fraco controlo existente no porto de Maputo, muitos exportadores estão a abandonar o de Nacala, onde o controlo é muito rigoroso, e a mandar as cargas para sul não obstante os custos de transporte.

Nos termos do decreto, todas as exportações de castanha de cajú não-processada têm de ser pesadas em balanças do Incaju e os ténicos do instituto têm de estar presentes a fim de certificar a quantidade e a qualidade das castanhas.

A exportação de castanha de cajú para a Índia já começou esta campanha com um navio com 5.000 toneladas a ter já deixado o porto de Nacala e um segundo com 4.000 toneladas a deixar o porto este fim-de-semana.

Os ténicos do Incaju calculam que 15 mil toneladas de castanha de cajú serão exportadas para a Índia pelo porto de Nacala mas desconhecem os números reais para o porto de Maputo.

Das 75 mil toneladas que serão adquiridas aos produtores na campanha 2006/2007, entre 25 mil e 30 mil serão processadas pelas 23 fábricas existentes no país. (macauhub)

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