Empresas siderúrgicas vão beneficiar da redução dos apoios à exportação na China

23 February 2007

São Paulo, Brasil, 23 Fev – A redução dos apoios governamentais à exportação de aço produzido na China vai beneficiar as empresas siderúrgicas mundiais, nomeadamente as brasileiras, de acordo com Rodrigo Barros, analista de siderurgia da Unibanco Corretora.

Citado pelo jornal Estado de São Paulo, Rodrigo Barros adiantou que a previsão é que o governo de Pequim reduza de 8 para zero e para 3 por cento em alguns produtos o crédito devolvido dos 17 por cento pago pelos produtores no momento em que exportam o seu aço.

Renato Vallerini , director de comercialização para o mercado externo do Sistema Usiminas-Cosipa, disse que embora as siderurgias brasileiras não sofram a concorrência directa das empresas chinesas no Brasil, o crescimento repentino das exportações da China em 2006 alcançou mercados disputados também pelas siderúrgicas brasileiras.

Para Vallerini, a redução dos apoios governamentais terá o efeito de, pelo menos, manter o actual volume de exportações da China havendo mesmo a hipótese de virem a cair até ao final do ano.

Em 2006, a produção total de aço da China atingiu 417 milhões de toneladas, um crescimento anual de 18,5 por cento. De importador, a China se tornou exportador. Em 2006, o país exportou 43 milhões de toneladas, mais do que a toda a produção brasileira. Um ano antes, o país não havia exportado uma única tonelada de aço.

Com a importação de 19 milhões de toneladas, a China teve uma exportação líquida de 24 milhões de toneladas. No ano passado, o Instituto Latino Americano de Ferro e Aço (ILAFA) lançou um alerta sobre o risco de a super-produção chinesa desorganizar o mercado mundial de aço. (macauhub)

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