Crescimento da economia não-petrolífera de Timor-Leste é um “grande desafio” – FMI

1 March 2007

Washington, Estados Unidos da América, 01 Mar – O crescimento da economia não-petrolífera, aproveitando a estabilidade financeira e as receitas da exploração de petróleo, é o “grande desafio” económico presente de Timor-Leste, afirmou quarta-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em relatório divulgado em Washington, a Comissão Executiva do FMI salienta os “progressos na estabilização da economia e criação de condições para o crescimento económico futuro”, reconhecendo “a necessidade de fazer face às consequências económicas e humanitárias imediatas dos recentes distúrbios” no País.

O fundo prevê para este ano uma forte aceleração do sector não-petrolífero, crescendo 32,1 por cento em relação ao ano passado, quando recuou 1,6 por cento, mas a situação instável no país pode pôr em causa este cenário.

As receitas da exploração de gás e petróleo deverão rondar 882 milhões de euros este ano, o dobro do ano passado, e quase mais 400 milhões do que o produto total do sector não-petrolífero, de acordo com as previsões do FMI.

No relatório, datado do final de Janeiro e agora divulgado, o FMI salienta a necessidade de melhorar o clima de investimento, nomeadamente pela “aprovação expedita de legislação crítica”, casos das leis da terra e do trabalho, com esta última a “dever encorajar maior flexibilidade laboral”.

Não obstante, o FMI sublinha o seu “apoio” à estratégia de desenvolvimento do governo timorense, “que se concentra em reformas nucleares, necessárias à promoção do investimento”.

Dá ainda o seu apoio a um aumento “sustentável” do investimento do governo “a médio prazo, para suprir as consideráveis necessidades de desenvolvimento do arquipélago”, nomeadamente de infra-estruturas.

Este ano, o arquipélago deverá registar receitas totais de 1.375 milhões de dólares, mais 62 por cento do que no ano passado, sobretudo graças às receitas petrolíferas. (macauhub)

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