Brasileira Suzano quer aumentar vendas de celulose para a China em 2007

2 March 2007

São Paulo,Brasil, 02 Mar – O director-presidente da fabricante de papel e celulose Suzano disse quinta-feira, em São Paulo, que a previsão das vendas para a Ásia em 2007, mais concretamente para a China, se situa acima dos 26 por cento registados no terceiro trimestre de 2006.

A Suzano vendeu 140 mil toneladas de celulose para a Ásia em 2006 contra 124 mil toneladas em 2005.

António Maciel Neto disse que “com a entrada da produção da segunda linha de celulose em Mucuri, no Sul da Bahia, que adicionará mais de um milhão de toneladas a partir de Outubro de 2007, a Suzano prevê que a participação da Ásia nas vendas globais de celulose registe um considerável crescimento.

O responsável da Suzano, que visitou a China em Novembro, considerou ainda que a recente queda registada na Bolsa de Valores de Xangai não afectará em nada a procura mundial de celulose que continuará a crescer em 2007 “puxada pela China”.

“Por enquanto, não vejo nenhum impacto”, disse o director-presidente da fabricante de papel e celulose brasileira que lembrou não ter havido qualquer suspensão ou cancelamento de pedidos por parte de clientes da Suzano na Ásia.

“Os megainvestimentos na China continuam. Não vão parar por causa de uma queda (ocorrida) há poucos dias (no mercado financeiro)”, disse.

Maciel Neto lembrou que o plano chinês é aumentar a produção de papel das actuais 56 milhões de toneladas para 80 milhões até o fim da década, exigindo assim mais celulose.

Em 2006, a procura da China por celulose de eucalipto, especialidade das empresas brasileiras, cresceu 35 por cento, acima da média do mercado, de 12 por cento.

A Suzano revelou que o lucro líquido em 2006 caiu 11 por cento, de 500 milhões para 444 milhões de reais, por causa do efeito cambial, tendo as receitas líquidas crescido 11 por cento para 3,09 mil milhões de reais.

A margem sobre o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização foi de 33 por cento, acima dos 26,9 por cento da de 2005, porém abaixo dos 40 por cento obtidos em 2003 quando o real desvalorizado ajudou as vendas externas da empresa.

Segundo Maciel Neto a margem deve voltar a subir mais a partir de 2008 com os efeitos positivos esperados pela nova linha de produção de Mucuri. (macauhub)

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