Presidente do único casino de Maputo quer manter o regime de monopólio

7 March 2007

Maputo, Moçambique, 07 Mar – O Casino Polana, a única sala de jogos de fortuna e azar de Maputo, quer manter o monopólio na capital moçambicana, afirmou terça-feira em Maputo o presidente do Conselho de Administração do casino, Jacinto Veloso.

Na terça-feira, os membros da comissão das Actividades Económicas e Serviços do parlamento moçambicano, a Assembleia da República, visitaram o casino a fim de recolher sugestões para a revisão da lei de 1994.

De acordo com um comunicado distribuído mais tarde pelo parlamento, Jacinto Veloso deixou bem claro aos membros da comissão que não pretende ver outro casino em Maputo.

Nos termos da lei de 1994, há dois tipos de casinos em Moçambique – os de porta aberta, tal como o existente na Namaacha junto à fronteira com a Suazilândia, que têm o monopólio num raio específico, 75 quilómetros, e os do licenciamento especial, caso do do Polana.

Estes últimos são, teoricamente, clubes privados de acesso limitado aos respectivos membros, embora seja extremamente fácil para qualquer adulto obter um cartão de membro.

No seu encontro com os membros da comissão, Veloso propôs que os casinos de licenciamento especial, de que o que o dirige é o único em Moçambique, passem a deter o monopólio num raio de, por exemplo, 50 quilómetros.

Jacinto Veloso manifestou igualmente a sua oposição a uma cláusula da lei que estipula que os casinos, mesmo que construídos de raiz pelo investidor – como é o caso das instalações do Casino Polana – reverterão um dia a favor do Estado, argumentando que tal só poderá acontecer em caso de algum problema muito grave da responsabilidade do investidor.

O Casino Polana funciona desde 1996 e, de acordo com o seu presidente do Conselho de Administração, paga de impostos por ano cerca de 1,8 mihões de dólares. (macauhub)

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