Angola cancela consultas com Fundo Monetário Internacional

13 March 2007

Luanda, Angola, 13 Mar – O governo de Angola decidiu cancelar as consultas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) tendo informado o chefe de missão para Angola, Sangeev Gupta, dessa decisão a 13 de Fevereiro passado, noticiou segunda-feira a Voz da América.

Em carta obtida pela Voz da América, o ministro das Finanças de Angola, José Pedro de Morais, diz que o governo a que pertence concluiu que um programa com o FMI «não ajudará Angola a preservar a estabilidade económica e social alcançada até aqui».

José Pedro de Morais observa também que embora exposto a circunstâncias muito difíceis, «o governo de Angola conseguiu, com sucesso, implementar um programa interno de estabilização macroeconómica, que pretende continuar a executar, sem estar sujeito a condições restritivas».

O ministro das Finanças de Angola nota também que nos 3 últimos anos «a economia de Angola cresceu, em termos reais, 13 por cento ao ano, ao mesmo tempo que a inflação baixou drasticamente».

José Pedro de Morais menciona igualmente o facto de o aumento das reservas em divisas propiciar a Angola a faculdade de eliminar de forma acelerada o remanescente da dívida externa, não sendo por isso necessário recorrer ao crédito externo.

O ministro conclui dizendo que em face do exposto recomendava o cancelamento da visita que uma equipa do FMI deveria ter efectuado a Angola ainda em Fevereiro mas ressalva o compromisso de Angola em continuar a respeitar as suas obrigações para com o FMI, e manter uma cooperação «construtiva com o Fundo dentro dos mecanismos de acompanhamento e de fiscalização previstos no artigo IV».

De acordo com a Voz da América, a resposta do Fundo Monetário Internacional surgiu dez dias depois, a 23 de Fevereiro, com o director do departamento África, Abdoulaye Bio-Tchané, a propor, entre outras sugestões, o adiamento da missão para Maio. (macauhub)

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