OPV da Enacol deve proporcionar um encaixe financeiro de 1,2 milhões de contos cabo-verdianos

27 March 2007

Lisboa, Portugal, 27 Mar – A oferta pública de venda (OPV) de 28,5 por cento da participação do Estado de Cabo Verde na Enacol- Empresa Nacional de Combustíveis deverá gerar um encaixe de 1,2 milhões de contos cabo-verdianos, afirmou segunda-feira em Lisboa o presidente da empresa.

Num encontro com jornalistas, Carlos Bayan Ferreira disse que a operação de dispersão em bolsa de 28,5 dos 29,5 por cento do capital da Enacol detido pelo Estado cabo-verdiano “tem todas as condições para ser um êxito”.

O presidente da empresa garantiu que os futuros accionistas da Enacol podem esperar um crescimento dos lucros da empresa acima do crescimento esperado para Cabo Verde para os próximos anos, entre 7 e 8 por cento.

O período para a emissão das ordens de compra dos bancos comerciais envolvidos da OPV da Enacol – Banco Comercial do Atlântico, Banco Cabo-Verdiano de Negócios, Banco Interatlântico e Caixa Económica de Cabo Verde – começou segunda-feira e termina a 20 de Abril.

A OPV é dirigida ao público em geral – investidores nacionais ou estrangeiros, institucionais ou particulares e emigrantes – que podem comprar um mínimo de 2 acções e um máximo de 50 mil acções ao preço unitário de quatro mil e quatrocentos escudos cabo-verdianos (cerca de 40 euros).

O início da cotação oficial da empresa na Bolsa de valores de Cabo Verde está previsto para 25 de Abril.

A Enacol iniciou a sua actividade em 1979, estando sedeada na ilha cabo-verdiana de São Vicente.

A empresa, com 212 trabalhadores, tem uma quota de mercado de 48 por cento, e dedica-se à importação, reexportação, transporte, armazenamento e comercialização de petróleo e derivados. (macauhub)

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