Economia de Timor-Leste crescerá 32,1 por cento em 2007, o ritmo mais rápido na Ásia

2 April 2007

Manila, Filipinas, 02 Abr – A economia de Timor-Leste deverá crescer 32,1 por cento este ano, invertendo a tendência de contracção de 2006 e alcançando o maior ritmo de crescimento do continente asiático, prevê o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD).

Num dos países mais jovens do planeta “é esperado um forte ressalto em 2007, baseado em maiores gastos do governo e do pessoal internacional estacionado no país”, afirma o BAD em relatório sexta-feira divulgado em Manila.

“O alcance dos objectivos de desenvolvimento depende da capacidade do Estado traduzir em investimentos o forte fluxo das reservas de petróleo e gás”, adianta.

Timor-Leste é actualmente um dos mais pobres países do mundo, apresentando em 2006 um produto “per capita” de 347 dólares, de acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional, ultrapassando apenas a Birmânia e o Nepal.

No ano passado, a economia recuou 1,6 por cento, depois de ter crescido perto de 2,3 por cento no ano anterior.

A insegurança dos últimos meses, que ainda se faz sentir, perturbou a produção de café e levou à suspensão de projectos públicos de investimento e à restrição da actividade comercial, salienta.

Actualmente, as Nações Unidas têm perto de 2.000 homens no país, e os seus gastos, diz o Banco, geram “forte procura” por habitação, bens de consumo e serviços.

A procura tem vindo a impulsionar a inflação, que atingiu seis por cento no final de 2006, mas deverá abrandar para cinco por cento este ano, segundo prevê o Banco.

No relatório, o Banco prevê que as receitas da exploração de petróleo e gás em Timor mais do que dupliquem este ano e no próximo, “à medida que aumenta a produção dos campos existentes”.

Em 2013, espera-se que entre em produção o campo de gás natural “Greater Sunrise”, na área conjunta com a Austrália, que deverá gerar receitas de perto de 10 mil milhões de dólares ao longo da sua vida útil.

O crescimento de Timor-Leste deverá ficar muito acima da média para a região, de 7,1 por cento, um abrandamento em relação aos 8,3 do ano passado e o ritmo mais lento dos últimos quatro anos.

Em 2008, quando se espera a saída dos militares das Nações Unidas, Timor-Leste deverá crescer apenas 3,5 por cento. (macauhub)

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