Exportações de Moçambique para a União Europeia devem ser aposta

10 April 2007

Maputo, Moçambique, 10 Abr – O governo de Moçambique deve procurar tirar maior partido das condições preferenciais oferecidas pela União Europeia a produtos provenientes do país, advertiu segunda-feira em Maputo a directora nacional de Relações Internacionais do Ministério da Industria e Comércio de Moçambique.

Para Cerina Abdul, a aposta no crescimento das exportações para mercados como a União Europeia é tanto mais urgente quanto se aproxima o momento da supressão das tarifas aduaneiras e da criação de uma zona de comércio livre entre os países que, como Moçambique, compõem a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês).

A criação de uma zona de livre comércio entre os países da região, no quadro de uma indústria moçambicana débil, poderia significar o agravamento da dependência do mercado local relativamente à vizinha África do Sul.

A aposta deverá ser no aumento da capacidade produtiva do país e em produtos nacionais mais competitivos e com maior valor acrescentado, a par de uma redução da dependência de produtos importados, salientou a directora nacional de Relações Internacionais do Ministério da Industria e Comércio de Moçambique.

“Temos que trabalhar internamente para aumentar a capacidade produtiva porque, negociando ou não os Acordos de Parceria Económica (APE) com a UE, se não houver esta capacidade de produção e o sector privado não investir nas áreas em que há maior competitividade na região e internacionalmente, continuaremos a ser um pais consumidor”, disse.

Sob o lema “Produza, Consuma e Exporte moçambicano”, o governo de Moçambique lançou no ano passado a campanha “Made in Mozambique”, com o propósito assumido de contrariar o baixo consumo de produtos locais e de aumentar a visibilidade da produção nacional. (macauhub)

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