China e Brasil devem ser parceiros em negócios de etanol em África, diz especialista

18 April 2007

São Paulo, Brasil, 18 Abr – A China e o Brasil têm oportunidades de serem parceiros em negócios de etanol e poderiam realizar projectos conjuntos em países africanos, disse no Brasil o especialista em economia asiática Arthur Kroeber.

O director da empresa de consultoria Dragonomics, com sede em Pequim, e editor da newsletter China Economic Quarterly, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que dificilmente o Brasil conseguirá exportar o etanol directamente para a China, por considerar que “os chineses não gostam de importar coisas e querem muito absorver a tecnologia”.

A sugestão de Kroeber, que foi correspondente da Economist Intelligence Unit — departamento de pesquisa do grupo britânico que edita a revista The Economist — é que brasileiros e chineses firmem parcerias em outros países, como os africanos, que têm capacidade para produzir cana-de-açúcar, amplamente cultivada no Brasil e uma das fontes mais eficazes de etanol.

Arthur Kroeber disse ainda que a China poderia tentar produzir biocombustível em seu território, a partir de milho ou da celulose, mas considera que a produção não seria suficiente e “seria menos eficiente” do que a brasileira.

“O Brasil é o produtor mais eficiente, tem uma tecnologia estabelecida e existe capacidade de produção”, afirmou ele, que participa de um evento no Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, em São Paulo.

“A longo prazo, se eles [chineses] estiverem realmente interessados [no etanol], precisarão de fazer parcerias”, declarou Kroeber ao jornal brasileiro. (macauhub)

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