Linha de seguro de crédito às exportações portuguesas para Angola esgotou-se

20 April 2007

Lisboa, Portugal, 20 Abr – A linha de seguro de crédito às exportações portuguesas para Angola está esgotada, tendo a indústria da construção consumido 84 por cento dos 300 milhões de euros disponibilizados, revelou quinta-feira em Lisboa o presidente da Cosec (Companhia de Seguro de Crédito).

Falando à margem de uma conferência promovida pela Câmara de Comércio Luso-Francesa, o presidente da seguradora de créditos responsável pela operação, afirmou que continuam a ser apresentados pedidos, mas não há “nenhuma indicação” de que a linha possa ser alargada.

A Cosec gere por conta do Estado português a garantia de cobertura de riscos de crédito e caução e do investimento nacional no estrangeiro.

Em Março de 2007, o total de valor segurado no âmbito da linha ascendia a 321,2 milhões de euros, dos quais 84 por cento (269,2 milhões de euros) foram utilizados por empresas da indústria da construção civil e obras públicas, revelou José Miguel Gomes da Costa.

O seguro de créditos cobre o não pagamento das vendas a crédito de bens e serviços, neste caso, garante aos exportadores portugueses o valor das vendas a Angola em caso de incumprimento.

Portugal e Angola convencionaram em 2004 a cobertura de riscos de crédito à exportação até 100 milhões de euros, assegurada pela Cosec, montante que foi triplicado no ano passado.

Angola garante, através do Ministério das Finanças, o pagamento e a transferência dos montantes relativos às exportações efectuadas ao abrigo da Convenção.

Para além da linha de seguro de crédito gerida a pedido do Estado português, o presidente da Cosec indicou que a seguradora do grupo BPI cobriu 10 por cento do valor total das exportações portuguesas para Angola no ano passado, que rondou 1,1 mil milhões de euros.

A Cosec é detida em 50 por cento pelo banco BPI e em 41 por cento pelo maior grupo mundial segurador de créditos, o Euler Hermes. (macauhub)

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