Trocas comerciais sino-brasileiras cada vez mais em favor da China

20 April 2007

São Paulo, Brasil, 20 Abr – O Brasil poderá vir a ter em 2007 um défice comercial com a China de 1500 milhões de dólares, de acordo com uma estimativa do Conselho Empresarial Brasil – China (CEBC), recentemente divulgada em São Paulo.

De Outubro de 2006 a Março de 2007, o saldo negativo ascende a 916 milhões de dólares e no acumulado dos últimos 12 meses (Março de 2006 a Março de 2007), o Brasil já tem um défice de 51 milhões de dólares com a China.

Em 2006, o Brasil alcançou um excedente comercial com a China de 410 milhões de dólares, já bem inferior ao recorde de 2300 milhões de dólares de 2003.

Referindo-se à concorrência chinesa, Ernesto Heinzelmann, presidente do conselho e da Embraco, um das maiores fabricantes de compressores do mundo com uma fábrica na China, disse “a vida não vai melhorar, só vai ficar mais dura”.

Rodrigo Tavares Maciel, secretário-executivo do CEBC, disse que por enquanto a China está apenas a substituir os fornecedores tradicionais do Brasil, como os Estados Unidos, União Europeia e Argentina.

“O principal problema com que nos defrontamos é a concorrência no exterior”, disse.

De acordo com Rodrigo Tavares Maciel, a indústria de calçado é disso um exemplo em que a China, que tem uma quota marginal do mercado brasileiro, está a substituir o Brasil do mercado da Argentina. (macauhub)

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