Empresas de São Tomé e Príncipe têm de se preparar para participar nas actividades petrolíferas

27 April 2007

São Tomé, São Tomé e Príncipe, 27 Abr – O ministro de São Tomé e Príncipe dos Recursos Naturais e Ambiente, Manuel Deus Lima, exortou as empresas são-tomenses para se organizarem técnica e financeiramente de modo a poderem participar nas actividades de exploração de petróleo.

A exortação foi feita num seminário organizado quinta-feira pela Agência Nacional de Petróleo de São Tomé e Príncipe com apoio técnico do Banco Mundial na perspectiva de se elaborar uma estratégia nacional que visa a participação da classe empresarial são-tomense em negócios petrolíferos.

Manuel Deus Lima, que tutela o sector petrolífero são-tomense, sublinhou que a organização das empresas passa, essencialmente, pela formação dos seus quadros em vários domínios, reforço da capacidade financeira bem como a modernização das infra-estruturas e equipamentos.

O governante reconheceu a necessidade de se criar um conjunto de medidas, visando, o relançamento do tecido empresarial são-tomense para responder as exigências do mercado, no âmbito da indústria petrolífera.

Além da divulgação de um estudo relativo à “fragilidade e incapacidade” das empresas nacionais em matéria petrolífera, o seminário serviu também para debate e recolha de propostas que servirão de base à elaboração de um documento a ser entregue ao governo com vista à implementação do “local content” em São Tomé e Príncipe.

Esta exortação surgiu poucos dias depois do governo ter anunciado a construção de um porto petrolífero da ilha autónoma do Príncipe para prestar serviços às empresas petrolíferas que operam em águas profundas da zona central de África, onde se localiza o arquipélago.

Há pouco mais de um mês, a petrolífera Sinopec da China e a sua congénere canadiana Addax Petroleum anunciaram um investimento, em 2008, de cerca de mais 73 milhões de dólares para perfuração de dois blocos numa zona de exploração conjunta entre São Tomé e Príncipe e a Nigéria.

Na mesma área conjunta, a Chevron-Texaco havia anunciado a descoberta de petróleo, mas ainda sem garantia comercial, num bloco que lhe havia custado 123 milhões de dólares por bónus de assinatura de contrato. (macauhub)

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