Investimento estrangeiro em Cabo Verde representa este ano metade do PIB

30 April 2007

Praia, Cabo Verde, 30 Abr – Cabo Verde prevê aprovar este ano projectos de investimento directo estrangeiro (IDE) no valor de 600 milhões de euros, o que representa mais de metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país, afirmou sexta-feira na cidade da Praia o presidente da Cabo Verde Investimentos.

Em declarações à agência noticiosa portuguesa Lusa, Victor Fidalgo adiantou que o investimento realizado irá ultrapassar 180 milhões de euros, quase 20 por cento do PIB, e que até ao final da presente legislatura as previsões apontam para um IDE de 4400 milhões de euros, com um investimento realizado de 1500 milhões.

De acordo com o responsável, são “estimativas pessimistas”, já que o interesse demonstrado por diversos países em investir em Cabo Verde demonstra que os números podem ser muito superiores.

Até 2004 os investimentos rondavam 30 milhões de euros, exemplificou o responsável para acrescentar que era impensável sonhar com os actuais 600 milhões.

Além do turismo, de acordo com o responsável, a Cabo Verde Investimentos (agência que promove o investimento no país e pela qual passa grande parte dos projectos) está a aprovar propostas para outras áreas, como a energia, água, saúde e alimentação (por exemplo padarias no Sal, de portugueses).

Actualmente, os maiores investidores em Cabo Verde são ingleses, mas há também franceses, portugueses, espanhóis, italianos e dos Emirados Árabes Unidos, entre outros.

Sal, S. Vicente, Boavista e Santiago são para já as ilhas mais procuradas para investir, disse Victor Fidalgo, exemplificando que na ilha de Santiago, a maior, está a ser construído o Sambala Village, casas maioritariamente de segunda habitação na zona de S. Francisco, orçado em 600 milhões de euros.

Ainda na ilha de Santiago está aprovada a construção do Santiago Golf Resort, na zona oeste da Cidade da Praia, e os Jardins Oceânicos, na Cidade Velha. Nos próximos cinco anos, só na ilha de Santiago, serão investidos 1,5 mil milhões de euros.

Na ilha do Sal, até agora a mais turística, estão prontos projectos para a construção de uma marina, campos de golfe, “villas” e hotéis de luxo, em toda a faixa costeira entre Santa Maria e o aeroporto.

Este ano ainda, na ilha de S. Vicente, deverão começar projectos com capitais europeus, nomeadamente o “Salamansa Sands”, “Santo André”, “Cesária Resort” e “Baia das Gatas Resort”.

As ilhas da Boa Vista e do Maio “respondem” à Sociedade de Desenvolvimento Turístico das Ilhas da Boa Vista e do Maio, pelo que Victor Fidalgo não adiantou pormenores, acrescentando apenas que para as ilhas da Brava, Fogo e São Nicolau não estão previstos grandes investimentos. (macauhub)

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