Banco Mundial impõe condições à Guiné-Bissau para reatar a cooperação energética

11 May 2007

Bissau, Guiné-Bissau, 11 Mai – O Banco Mundial (BM) impôs quinta-feira à Guiné-Bissau duas condições para reatar a cooperação na energia, interrompida em Fevereiro passado devido a desentendimentos com o executivo de então, chefiado por Aristides Gomes, afirmou em Bissau o ministro da Energia guineense.

De acordo com Vençã Gomes Na Luak, que falava à saída de um Conselho de Ministros extraordinário realizado com uma missão do Banco Mundial, as condições passam pela publicação de um despacho da Procuradoria-Geral da República no qual o Governo assuma de forma inequívoca que o reinício da cooperação não irá afectar nenhuma norma jurídica interna e dê garantias de uma gestão transparente da Empresa de Electricidade e Águas do país (EAGB).

O ministro da Energia adiantou que o próprio primeiro- ministro, Martinho N’Dafa Cabi, garantiu ao chefe das operações do BM, Madani Tall, a disponibilidade do Governo cumprir as duas exigências.

O BM “congelou” em Fevereiro passado a sua cooperação com a Guiné-Bissau, nomeadamente no sector energético, devido a um desacordo com o anterior executivo, quando este decidiu negociar com uma empresa privada nigeriana o fornecimento de energia eléctrica para a capital guineense.

Questionado sobre a data em que se será retomada efectivamente a cooperação com o BM, que prometeu desbloquear um fundo de 15 milhões de dólares para o apoio ao programa energético da Guiné-Bissau, o ministro da Energia disse que ainda não foi estabelecida. (macauhub)

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