Moçambique já escolheu sindicato bancário que pagará 700 milhões de dólares a Portugal

14 May 2007

Maputo, Moçambique, 14 Mai – O Banco Português de Investimento (BPI) é um dos dois co-líderes do sindicato financeiro que irá entregar a Portugal os 700 milhões de dólares ainda devidos por Moçambique pela alteração da estrutura accionista da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).

O semanário moçambicano Savana, citado pela agência noticiosa portuguesa Lusa, refere que o português Banco BPI, que detém 30 por cento das acções no BCI-Fomento de Moçambique, e o francês Crédit Agricole são as instituições bancárias europeias que lideram o sindicato bancário que venceu o concurso lançado pelo governo de Moçambique em Abril passado.

Atrás do consórcio liderado pelo BPI/Crédit Agricole ficou o Standard Bank/DBSA (Banco de Desenvolvimento da África Austral), seguido do consórcio que integra o Millennium bcp, accionista maioritário do Millenium bim, de Moçambique, em associação com o Banco Austral e Banco Mercantil e de Investimento (BMI).

O banco francês BNP Paribas e o alemão Deutsch Bank estiveram também no processo, mas não chegaram à fase final do concurso.

Ao abrigo do acordo assinado em Novembro do ano passado entre o presidente moçambicano, Armando Guebuza, e o primeiro-ministro português, José Sócrates, Moçambique

ficou com 85 por cento das acções da HCB, reduzindo Portugal a sua participação para 15 por cento.

Portugal recebe pelo negócio 950 milhões de dólares, dos quais 250 milhões foram pagos no momento do acordo e os restantes 700 milhões numa segunda tranche.

O ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, confirmou sexta-feira que o seu governo está a avaliar os resultados do concurso lançado a 15 de Abril para a selecção do sindicato bancário que vai liquidar o montante devido a Portugal. (macauhub)

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