Hotéis de Luanda perdem estrelas após inspecções

21 May 2007

Luanda, Angola, 21 Mai – O hotel Presidente Meridien, de Luanda, perdeu uma estrela tendo passado para três devido à relativa degradação das suas infra-estruturas e ausência de serviços compatíveis com a anterior categoria, afirmou sexta-feira em Luanda uma responsável do Ministério da Hotelaria e Turismo de Angola.

Rosa António Gomes da Cruz, directora do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística do ministério, afirmou à agência noticiosa angolana Angop que a baixa de categoria do hotel Presidente Meridien insere-se no âmbito das acções de inspecção que estão a ser efectuadas no sentido de levar os gestores a terem maior responsabilidade quanto ao apetrechamento das unidades e melhoria de serviços oferecidos.

“Baixaram também de categoria o hotel Fórum, que de três passou para duas, e o hotel Universo, de duas para uma, e os hotéis Marinha e Tivoli receberam um prazo de noventa dias para o devido apetrechamento das unidades, sob pena de perderem as três estrelas que ostentam”, adiantou a responsável.

Ainda no âmbito das vistorias e reavaliação das unidades hoteleiras, trabalho iniciado em finais de 2006, frisou, os hotéis Globo, Dom Miguel e Marco Soto, anteriormente de uma estrela, passaram à categoria de pensão.

Estas baixas de categorias das unidades hoteleiras juntam-se a outras, que se traduziram na baixa das estrelas dos hotéis Panorama (de cinco para uma) e Alameda (de três para uma), antigas referências do mercado nacional.

Rosa António Gomes da Cruz, que tem igualmente as funções de porta-voz do ministério, disse ainda que ao longo dos próximos dois anos vão ser investidos no sector hoteleiro de Angola mais de 800 milhões de dólares, em pelo menos 12 hotéis.

“Alguns destes projectos estão já em execução, outros ainda estão por iniciar, mas estão todos identificados”, referiu a porta-voz do ministério, acrescentando que estas iniciativas privadas surgem em função do aumento do fluxo de turistas que Angola tem registados nos últimos três anos (mais de 490 mil pessoas), fruto da estabilidade política e de oportunidades de investimento em Angola. (macauhub)

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