Receitas do turismo cinegético em Moçambique cresceram 27,6 por cento em 2006

21 May 2007

Maputo, Moçambique, 21 Mai – O turismo cinegético em Moçambique tem vindo a crescer no passado recente com as receitas de 2006 a terem crescido 27,6 por cento para 12,2 milhões de meticais, de acordo com o Ministério do Turismo.

No que respeita aos turistas de safaris, os números apontam para a entrada no país de 352 pessoas contra 282 de 2005, o que representa um crescimento de 24,8 por cento.

Falando na semana passada em Maputo, por ocasião da realização da Reunião sobre a Época de Caça 2007 cujo início está previsto para o dia 1 de Junho, Fernanda Matsinhe, secretária-permanente do Ministério do Turismo considerou que a caça desportiva é uma actividade sustentável.

A reunião sobre a Época de Caça é uma realização anual e nele participam, para além de representantes do Ministério do Turismo, operadores a fim de debater os principais problemas do sector.

Durnate o encontro os participantes levantaram preocupações à volta da fragilidade legal das áreas de caça. É que depois da guerra muitas coutadas foram ocupadas pelas pessoas e há também o facto de em algumas zonas o interesse pela madeira nas áreas de conservação estar a ser um outro motivo de conflitos.

As coutadas, as fazendas do bravio e os blocos de caça são, de acordo com a explicação de Matsinhe, áreas delimitadas de domínio público, destinadas ao turismo cinegético e caça desportiva, nas quais o reconhecimento de direito de exercício de actividades é através do contrato de exploração celebrado entre o operador e o Estado.

Acrescenta que no seu plano quinquenal, o Governo moçambicano aponta o sector do turismo como um dos sectores-chave na luta pela redução da pobreza absoluta, visto que o seu funcionamento em pleno constitui uma mais-valia na garantia do emprego directo e indirecto dos cidadãos, assim como na melhoria das condições de vida dos cidadãos moçambicanos. (macauhub)

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