Moçambique contrata consórcio bancário Calyon/BPI para pagar dívida a Portugal

23 May 2007

Maputo, Moçambique, 23 Mai – O consórcio formado pelos bancos francês Calyon e português BPI vai organizar a tomada de fundos para liquidar a dívida de 750 milhões de dólares que Moçambique tem para com Portugal pela alteração da estrutura accionista da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB).

Em comunicado distribuído em Maputo, o Ministério da Energia, em representação do Estado moçambicano, afirma que “o consórcio Calyon/BPI fica responsável pela estruturação e tomada firme dos fundos necessários ao pagamento por Moçambique ao Estado português do preço acordado para a tomada por Moçambique de uma participação de 85 por no capital da HCB”.

O governo moçambicano atribuiu o mandato ao sindicato Calyon/BPI após um processo de consulta internacional lançado em Fevereiro, ao qual concorreram outros 4 grupos de bancos.

Os outros candidatos foram os consórcios Standard Bank com os Rand Merchant Bank, DBSA, Millennium BCP, ABSA Capital, Investec, Nedbank, Millennium BIM, Banco Austral e BMI, o BNP Paribas com o Deutsche Bank e, isoladamente, o Morgan Stanley.

O Calyon, o banco de investimento do grupo Crédit Agricole, e o BPI, já com forte presença em Moçambique através da participação de 30 por cento no BCI Fomento, vão iniciar de imediato os trabalhos de estruturação e montagem da operação “com vista ao cumprimento dos prazos previstos, que prevêem a utilização dos fundos até ao final de Dezembro de 2007”.

Ao abrigo do acordo assinado em Novembro do ano passado entre o presidente moçambicano, Armando Guebuza, e o primeiro-ministro português, José Sócrates, Moçambique ficou com 85 por cento das acções da HCB barragem, reduzindo Portugal a sua participação para 15 por cento.

Portugal recebe pelo negócio 950 milhões de dólares, dos quais 250 milhões de dólares pagos no momento do acordo e os restantes 700 milhões de dólares numa segunda tranche. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH