Moçambique pretende parceiros para empreendimentos industriais

6 June 2007

Windhoek, Namíbia, 06 Jun – O governo de Moçambique está à procura de investidores para construir a segunda fundição de alumínio e outros empreendimentos industriais ligados ao projeto carbonífero de Moatize, afirmou terça-feira em Windhoek a ministra de Recursos Minerais e Energia Esperança Dias.

À margem de um seminário internacional sobre investimento mineiro na África Austral que decorreu em Windhoek, Namíbia, a ministra moçambicana disse que o governo a que pertence está a tentar “vender projectos-satélite” associados ao projecto carbonífero de Moatize que, representando um investimento de 1,2 mil milhões de dólares, deverá vir a ser explorado pelos brasileiros da Companhia Vale do Rio Doce.

“Gostaríamos de ter uma segunda fundição de alumínio no centro do país e uma cimenteira, pois há falta de cimento naquela região, bem como outros empreendimentos industriais e esperamos poder encontrar parceiros para os desenvolver”, afirmou Esperança Dias.

O grupo de mineração BHP Billiton, sexto maior produtor mundial de alumínio primário, controla a única fundição do metal no país, localizada próximo da capital Maputo.

A Vale, maior produtora mundial de minério de ferro, entregou um plano de desenvolvimento para Moatize e a construção deve ser iniciada em breve, adiantou Bias.

A mina de Moatize, que sofreu grandes danos durante a guerra civil em Moçambique nas décadas de 70 e 80, possui 2,4 mil milhões de toneladas de reservas de carvão, de acordo com estimativas, tornando-a um dos maiores depósitos do hemisfério sul.

Uma parte do carvão alimentará uma central termoeléctrica de 1.500 megawatts e o restante será destinado à exportação. A primeira produção deve ocorrer em 2010 e a média produtiva durante a vida útil da mina será de 26 milhões de toneladas por ano. (macauhub)

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