FMI pretende mobilizar apoio suplementar de 30 milhões de dólares para a Guiné-Bissau

7 June 2007

Bissau, Guiné-Bissau, 07 Jun – O Fundo Monetário Internacional (FMI) prometeu ao governo da Guiné-Bissau que vai tentar mobilizar “com carácter de urgência” 30 milhões de dólares junto dos doadores do país, afirmou quarta-feira em Bissau Catherine Mc Auliffe.

Mc Auliffe, que liderou uma missão de avaliação do FMI à situação macroeconómica da Guiné-Bissau, anunciou essa intenção aos jornalistas no final de um encontro com o primeiro-ministro guineense, Martinho N’Dafa Cabi.

Catherine Mc Auliffe foi informar o chefe do executivo de Bissau dos resultados da avaliação às contas públicas bem como da disponibilidade do FMI para pedir aos doadores da Guiné-Bissau “um apoio suplementar de urgência”.

A reunião do FMI com os doadores da Guiné-Bissau deverá realizar-se quinta-feira, em Dacar.

A verba a mobilizar destina-se a cobrir o défice orçamental guineense, pelo menos durante o ano em curso, possibilitando desta forma ao governo a concentração nas reformas em curso, sublinhou ainda Catherine Mc Auliffe, que assegurou que o FMI será um dos financiadores desse esforço suplementar.

Relativamente à avaliação da situação macroeconómica, a missão do FMI detectou os “problemas do costume”, mas enalteceu as reformas em curso, nomeadamente, o Programa Mínimo de Saneamento Financeiro, encetado pelo ministro das Finanças, Issuf Sanhá.

A chefe da missão do FMI prometeu ainda ao governo que a sua instituição poderá vir a assinar um Programa Pós-Conflito (PPC), instrumento que as autoridades de Bissau procuraram assinar com a comunidade doadora desde há sete anos.

O PPC é um instrumento financeiro que o FMI e o Banco Mundial assinam com os países que viveram situações de conflitos armados, os quais afectaram a economia e as infra-estruturas públicas, como é o caso da Guiné-Bissau que viveu uma guerra civil entre 1998 e 1999. (macauhub)

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